Crítica | C´est La Vie – Divertida Comédia de Erros francesa dos diretores de ‘Intocáveis’

Crítica | C´est La Vie – Divertida Comédia de Erros francesa dos diretores de ‘Intocáveis’

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Direto do TIFF, Festival de Toronto

Uma Loucura de Casamento

Enquanto a versão norte-americana de Intocáveis(2011), intitulada The Upside , protagonizada por Bryan Cranston , Kevin Hart e Nicole Kidman , estreia mundialmente aqui no TIFF, os diretores do original francês apresentam um novo trabalho bem divertido por aqui também. Bem, não assisti ao remake americano, mas como novidades são sempre mais legais do que reedições (ou quase sempre), é praticamente seguro dizer que não saí perdendo em minha escolha.

C´est La Vie , dirigido pela dupla Olivier Nakache e Eric Toledano (responsáveis por Intocáveise Samba, ambos protagonizados pelo carismático Omar Sy), escolheu o Festival de Toronto como um dos primeiros locais para exibição no mundo. A nova comédia da dupla, diferente de seus dois longas anteriores, não faz muita questão de ter apelo dramático, concentrando-se apenas na forma estrutural da típica comédia de erros, coisas que os franceses fazem muito bem.

Na trama, um organizador de casamentos, papel de Jean-Pierre Bacri (O Gosto dos Outros), sofre com o dia mais tumultuado de sua vida. A abertura já deixa claro o tormento que o protagonista passa diariamente, nas mãos de casais indecisos ou que tentam barganhar ao máximo para o pretenso dia mais feliz de suas vidas, o dia de seu matrimônio. A festa de casamento, um evento estudado, que guarda inúmeras reflexões existenciais e analogias, é o pilar do novo trabalho da dupla. O personagem de Bacrié um sujeito acostumado a lidar com a pressão, quase sempre sem perder a compostura. A primeira cena serve para situar o público no tipo de humor que teremos.


C´est La Vie é uma comédia de ensemble, ou seja, o tipo de filme no qual temos diversos personagens, igualmente importantes, constituindo o todo, sem que apenas um ou alguns ganhem destaque. E um dos grandes méritos do longa é justamente conseguir balancear e equilibrar todos os personagens, dando além de destaque para cada um, importância para suas subtramas  e fazendo a interação de cada uma delas impulsionar a narrativa de forma satisfatória. O protagonista de Bacri, por exemplo, além de ser o pilar desta estrutura, se vê num dilema envolvendo a esposa e uma de suas funcionárias com quem tem um caso ( Suzanne Clément ) .

Piorando a situação, o noivo é um sujeito pedante, rude e insistente em detalhes, e a noiva é uma antiga paixão de um dos garçons, um ex-professor que após um colapso nervoso se fechou para o mundo, elemento que o roteiro resolve muito bem também, sem deixar ponta solta ou conclusões de mau gosto. Completando o elenco principal, Gilles Lellouche (A Conexão Francesa) demonstra versatilidade na pele do cantor de casamento substituto.

Embora por alguns momentos beire o pastelão, os cineastas não deixam escapar as rédeas, provando novamente terem uma mão exata para o humor de qualidade, que transita bem em diversas vertentes, sem precisar se apoiar somente em um estilo. Aqui, ocorre isso, preenchendo através de cada personagem um tom diferente, que juntos dão o sabor especial para este prato servido em um casamento de luxo.


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