Crítica | De Canção em Canção – Música e existencialismo no novo filme de Terrence Malick

Crítica | De Canção em Canção – Música e existencialismo no novo filme de Terrence Malick

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Por Adriana Cruxen

Se você gosta música definitivamente deve assistir De Canção em Canção ( Song to Song ), novo longa do cultuado roteirista, produtor e diretor Terrence Malick , que finalmente tem data marcada para ser exibido no Brasil: a partir desta quinta, 20/7, nas principais salas de cinema.

O pano de fundo do filme é o ultra mega festival SXSW, que anualmente acontece em Austin/Texas, sempre em março, lançando tudo que há de mais cool a respeito de música, cinema e tecnologia global. O próprio Song to Song  (título original do longa) teve sua estreia por lá na edição deste ano.



O trio de atores ( Michael Fassbender , Rooney Mara e Ryan Gosling ) interpreta personagens do métier musical: Fassbendervive um excêntrico produtor, Goslinge Mara, músicos que almejam status e fama.

Em meio à problemática de uma relação amorosa a três, que ainda envolve luxúria e disputas profissionais, a trama é uma extensa narrativa do inconsciente profundo de cada um dos personagens sobre seus medos, anseios, crises existenciais e a eterna busca da felicidade e plenitude no amor.

Completam o time de atores queridinhos, Natalie Portman , que vive uma garçonete que se rende à vida luxuosa, fútil e desregrada do personagem de Fassbendere Cate Blanchett , affair do personagem de Gosling.

Não é uma película palpável e sim um afluente de imagens de tirar o fôlego. Emmanuel Lubezki, diretor de fotografia vencedor do Oscar ( Gravidade , Birdman e O Regresso ), merece todo o crédito. Os melodramas e inquietações de cada personagem são mostrados sem uma sequência de cenas convencional e com uma abordagem tão etérea que chega a ser poética.

Porque você deve ver: amantes de música, a trilha sonora é ótima! Tem Lykke Li , que aparece tanto na trilha como no filme, sendo ela mesma e contracenando com Goslingno papel de ex-namorada. Tem Patti Smith, Red Hot Chili Peppers, Iggy Pop e outros músicos famosos que são mostrados tocando e em cenas icônicas no backstage do SXSW.

Porque você não deve ver: o filme é um tanto longo e o enredo não prende o espectador como deveria, logo, torna-se facilmente enfadonho se você não curte dramas existenciais.

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