Crítica | Fome de Poder

Crítica | Fome de Poder

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Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição. Um dos filmes mais polêmicos desse ano, Fome de Poder  explora a história da criação de uma das marcas mais famosas do mundo, o McDonald’s.

Dirigido pelo bom cineasta texano John Lee Hancock ( Um Sonho Possível), o filme apresenta argumentos sólidos, mostrando todo o início da empresa pelos olhos do ambicioso Ray Kroc. Na condução do protagonista, Michael Keaton usa e abusa de sua experiência para conseguir empatia com o público.

Na trama, conhecemos o vendedor de máquinas de Milk Shake, Ray Kroc ( Keaton), um desiludido ser humano que busca há mais de 50 anos uma grande oportunidade empreendedora.  Certo dia, após receber uma ligação de seu escritório, dirige rumo à Rota 66 e encontra um empreendimento fabuloso do ramo alimentar, principalmente em sua ágil linha de produção, criado pelos irmãos Dic ( Nick Offerman ) e Mac ( John Carroll Lynch ) Donald’s.

Assim, resolve estreitar laços com os irmãos e vira um franqueado da rede de sanduíches. Mas com sua ambição batendo toda hora em sua consciência, Ray resolve ter como objetivo de vida aumentar a rede para mais franqueados e com o passar do tempo um McDonald’sera inaugurado a todo instante em todo os Estados Unidos.




O longa passa por todas as fases do início do McDonald’s, avançando sobre sua linha de produção e rapidez inovadora para época, onde hambúrgueres eram vendidos à incríveis 35 centavos de dólares. Os irmãos Donald’seram conservadores em relação a muitas inovações exatamente para não se perder a qualidade no produto que criaram. Já Ray, autodenominado o Fundador, pensava diferente em alguns pontos e queria adicionar algumas inovações mais rentáveis para seus franqueados. Essa parte da fita, o marketing e administração por trás do grande negócio é o ponto alto da história, até sua conclusão com a expulsão dos verdadeiros criadores de toda a ideia McDonald’s.

O projeto muito se assemelha com A Rede Social (o filme sobre a criação do Facebook dirigido por David Fincher ) em muitos sentidos. Parece que para a criação de uma empresa com sucesso espetacular em seu meio você precisa se impor como um lobo e sem se importar com consequências. Ray Krocera a cara da ambição e o roteiro escrito por Robert D. Siegel ( O Lutador) deixa bem claro todas as facetas desse grande empreendedor mas talvez nem tão grande homem.

O seu relacionamento frio com sua esposa Ethel, interpretada pela sempre ótima Laura Dern , é completamente abalado quando os negócios como franqueado do McDonald’scomeça a decolar e até um novo amor surge sem dó nem piedade. Kroc é impiedoso, um vilão meticuloso que abre suas verdadeiras facetas conforme é atacado. Destrói sonhos dos outros para alcançar status e sucesso. Keaton, na pele desse conturbado Kroc, demonstra mais uma vez sua qualidade como ator.

Fome de Poder teve seu lançamento adiado tentando buscar alguma vaguinha no Oscar (fato que não se concretizou). O longa estreia em 9 de março aqui no circuito brasileiro e deve criar uma grande curiosidade no público para conhecer a verdadeira história por trás do sucesso da maior rede de fast food do mundo.


Crítica | A Múmia:



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