Crítica | Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo – Bom drama italiano sobre relações

Crítica | Histórias de Amor que Não Pertencem a este Mundo – Bom drama italiano sobre relações

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A difícil arte de se relacionar

Muito se fala sobre feminismo e empoderamento da mulher hoje. Bem, essa luta é antiga, mas parece ter atingido um novo patamar, como um marco nesta sociedade moderna, o que é maravilhoso. No cinema, o mesmo acontece, mas ainda existe muito a ser conquistado. Num indústria dominada por homens, como Hollywood, mais ainda. Fora dos EUA, outros países também almejam esta inclusão de mercado, e a Itália é um deles. Podemos dizer que Histórias de Amor que não Pertencem a este Mundo serve bem à causa.

Escrito por um trio de mulheres, Francesca Manieri , Laura Paolucci e Francesca Comencini , e dirigido pela última ( Gomorra: A Série ), Histórias de Amor – que fez seu debute em agosto no Festival de Locarno, na Suíça, tem como proposta um olhar sincero sobre a forma como a mulher moderna pode vir a se posicionar dentro de uma relação. Suas frustrações, ansiedades e aspirações são captadas através de Claudia, a protagonista interpretada por Lucia Mascino ( Viva a Liberdade ).

No começo, a típica contestadora, Claudia põe em cheque a qualificação acadêmica de Flavio ( Thomas Trabacchi ), expondo na realidade suas deficiências e medos internos, resultados da falta de alegria que constitui sua existência. Por outro lado, seu espírito feminista questionador cria um curioso embate diante de um irritado corpo docente e dos alunos durante uma palestra. Como resultado, do atrito nasce uma amizade, seguido de um relacionamento amoroso. Isso é, após dizerem exatamente o que acham um do outro.

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Histórias de Amor na realidade narra “uma” história de amor. Um amor complexo que mostra que nosso comportamento quando em uma relação pode ser mais indecifrável do que a mais intrincada ficção científica. Ao longo do caminho Claudia e Flavio se perdem, mas aqui o foco são as insatisfações da mulher. A chamada problematização. Quando percebe que abriu mão do companheiro, tenta reconquistá-lo. Mas talvez seja tarde demais.

O roteiro do filme, escrito a três mãos (de mulheres) define com exatidão as angústias e leva o público para bem perto desta história, conseguindo criar identificação imediata. Claudia, uma mulher em seus 50 anos, parece ainda não ter se achado. É o mal dos novos tempos. O peso ditatorial da sociedade sobre nossas vidas, e suas exigências, pode cobrar um preço alto.

Novos relacionamentos são adicionados à mistura, tanto de Flavio, com uma mulher mais jovem, quanto de Claudia, que em seus caminhos tortuosos do autoconhecimento se envereda numa relação com uma aluna, a dançarina exótica Nina ( Valentina Bellè). Histórias de Amor que Não Pertencem a Este Mundo ganha pela honestidade e por seu reflexo do incomum comum. De relações modernas de naturalidade afirmada, cuja funcionalidade se mostra eficaz, não fosse pelos humanos nelas envolvidas.


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