Crítica | Tempestade: Planeta em Fúria – Filme Catástrofe que Já Vimos Antes

Crítica | Tempestade: Planeta em Fúria – Filme Catástrofe que Já Vimos Antes

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O Dia Depois do Impacto Profundo

A maioria dos jovens cinéfilos têm O Dia Depois de Amanhã (2004) como referência de cinema catástrofe. Eu, como representante de uma geração anterior, fui ao cinema na adolescência assistir ao duelo de vulcões em 1997 ( O Inferno de Dante e Volcano – A Fúria ), e o de meteoros em 1998 ( Impacto Profundo e Armageddon ). A verdade é que cinema catástrofe teve seu alicerce construído na década de 1970, com produções como Aeroporto (1970), Inferno na Torre (1974) e Terremoto (1974) – cuja proposta era sempre rechear o elenco com grandes nomes do passado e presente, dar-lhes um desafio catastrófico a ser superado e matar metade dos personagens antes da conclusão.

Pulamos para 2017, e os moldes do cinema catástrofe seguem os mesmos, tendo como única diferença a ameaça (mais atual) a ser combatida. Embora qualquer trama para este tipo de filme seja válida e continue sendo usada (a Falha de San Andreas que o diga), existe uma real preocupação com o aquecimento global e as constantes e erráticas mudanças climáticas de nosso planeta. E não são apenas os documentários de Al Goreque apontam isso, o cinema pipoca segue usando o tema como pano de fundo para seu roteiro de entretenimento.

No roteiro e direção, um verdadeiro especialista no subgênero. Dean Devlin foi parceiro profissional e pessoal do diretor Roland Emmerich,e produtor da maioria de seus filmes, vide Independence Day (1996) e Godzilla (1998). Agora, Devlinmostra que também entende do riscado, estreando na direção de um blockbusters e realizando sua própria versão de O Dia Depois de Amanhã , o qual não produziu para o colega.

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A esta altura vale dizer também que filmes como este soam quase como paródia de si mesmos e do gênero. Nunca esqueço a sátira do humorista Mike Myersque foi ao ar no MTV Movie Awards de 1997 (ou 1998), e apresentava o filme catástrofe fictício ‘Geada’. Pronto, este tipo de filme nunca mais seria levado a sério, ao menos não da forma pré-estabelecida na qual ainda são feitos.

Na trama, Gerard Butler interpreta um cientista que desenvolveu a tecnologia para pôr fim no aquecimento global. Ela funciona na forma de satélites enviados para a atmosfera da Terra, capazes de controlar o clima e detectar qualquer anomalia. Além de enfrentar a fúria do governo americano, que deseja controlar sua invenção, o sujeito ainda precisa lidar com o possível caso de sabotagem, vindo de dentro de sua própria equipe e que pode chegar a uma conspiração bem maior que todos imaginam.

A suspeita aponta para falha humana proposital, que resulta em milhares de mortes em diversos continentes, quando o meio ambiente enlouquece e começa a funcionar contra nós. Assim, temos as cenas que levam o público aos cinemas, CGI descarado produzido em telas verdes que a garotada adora. Ondas gigantes destruindo cidades (nada que não tenhamos visto em Impacto Profundo e O Dia Depois de Amanhã ), como o Rio de Janeiro (aonde uma jovem de biquíni se comporta como uma verdadeira super-heroína numa das melhores e mais divertidas cenas do longa). Desertos no Oriente Médio congelam. Cidades geralmente frias no Japão experimentam um verdadeiro inferno. E por aí vai.

Também nem é preciso dizer que Tempestade: Planeta em Fúria funciona melhor (ou talvez só funcione assim) se na entrada da sala, ao pegarem os óculos 3D (assistimos a exibição para a imprensa normal), deixarem também os cérebros e ligarem o modo “diversão acima de tudo” de suas mentes e coração. Neste quesito o filme guarda algumas cenas de adrenalina e perseguição, em especial uma que envolve Butlere um satélite com defeito dentro da estação espacial, outra com Butlerno espaço a la Gravidade (2013), uma cena de perseguição de carro com Abbie Cornish e Jim Sturgees, e outra com Daniel Wu .

O elenco traz ainda as presenças de Andy Garcia como o presidente norte-americano, Ed Harris como o vice, mas os destaques ficam com Alexandra Maria Lara na pele da astronauta líder da equipe e a ultra carismática Zazie Beetz (a Domino de Deadpool 2 ) – quem dera o filme fosse focado nela.

Cada geração tem sua leva de cinema catástrofe. Pessoalmente, Terremoto: A Falha de San Andreas (2015) consegue entreter mais e é maior no quesito adrenalina. Apesar de muitas similaridades estruturais, algo me diz que esta geração sai perdendo.


Crítica Liga da Justiça


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